Deputado afirma que denúncias envolvendo mais de R$ 1 bilhão exigem apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos
O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) se pronunciou, na tarde desta quarta-feira (1º), durante Sessão Extraordinária na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), sobre os apontamentos do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) que indicam irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc).
Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou a gravidade das informações apresentadas pelo órgão de controle e defendeu uma apuração rigorosa dos fatos.“A Seduc precisa ser investigada. A Assembleia precisa também fazer a sua parte no que diz respeito a essa denúncia grave de desvios, de recursos e de contratos fantasmas”, afirmou.
Segundo o deputado, os problemas apontados pelo Tribunal de Contas ajudam a explicar a precariedade enfrentada pela rede estadual de ensino, refletida em dificuldades estruturais nas escolas, problemas na oferta da merenda escolar e limitações para investimentos na valorização dos profissionais da educação.
“É um escárnio o que tá acontecendo no nosso Amazonas, é estarrecedor! O descaso e o abandono da rede de estado da educação com escolas literalmente caindo na cabeça dos alunos, com total desmantelamento da rede estadual se justifica, porque quem é que aguenta um grau de desvio de recurso desta magnitude de mais de R$1 bilhão de reais? Quem é que aguenta o saque que ocorreu nos últimos anos desse ex-governador que, na minha opinião, tá demorando, por atitudes como essa, de ser preso”, frisou.
Defesa de investigação na Assembleia
Durante o discurso, Wilker Barreto defendeu que a Assembleia Legislativa acompanhe de perto os desdobramentos do caso e utilize os instrumentos de fiscalização para apurar eventuais responsabilidades.
O parlamentar afirmou que o compartilhamento das informações técnicas produzidas pelos órgãos de controle será fundamental para identificar os responsáveis e garantir a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação.
“Para mim, já tem elemento suficiente para nós investigarmos a gestão anterior do que são os contratos já denunciados e apontados pelo Tribunal de Contas. É estarrecedor 1 bilhão de reais. É muito dinheiro! E os nossos alunos no fundo do poço do Enem”, pontuou.







