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Cidades

Aplicativos desenvolvidos por alunos da rede estadual são selecionados pela Maratona Unicef Samsung

Estudantes do CETI Sérgio Pessoa precisavam criar projetos que relacionassem duas disciplinas

Aplicativos desenvolvidos por alunos da rede estadual são selecionados pela Maratona Unicef Samsung
Foto: Divulgação

Pensar a cidade como um organismo vivo. Essa foi a ideia do professor Evanilson Andrade e dos estudantes Ana Carolina Oliveira, Alan dos Santos, Gabrielly Rodrigues e Pedro Matias, quando criaram o OCAViva, aplicativo desenvolvido por eles para a Maratona Unicef Samsung. O projeto do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Sérgio Pessoa relaciona as disciplinas de Biologia e Sociologia e foi um dos selecionados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O aplicativo está, agora, em fase de ajustes, concorrendo com outros 19 de todo o Brasil.

A Maratona Unicef Samsung fomenta projetos de aplicativos desde a elaboração até o produto final. A primeira edição, realizada em 2019, selecionou cinco projetos em todo o Brasil - neste ano, foram 20. Dois deles do CETI Sérgio Pessoa: o OCAViva e o Quântico, que envolve Língua Portuguesa e Física. O regulamento pedia que fossem relacionadas duas disciplinas, conforme a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e o Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). As equipes receberam mentoria pedagógica durante todo o processo, mesmo durante a pandemia, quando as orientações passaram a ser on-line.

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O professor Evanilson Andrade, que coordenou a criação do OCAViva, explica que vários autores da Filosofia falam em compreender a cidade como um organismo vivo, correlacionando as instituições sociais com as funções do corpo humano.

“Pretendemos que, a partir de uma situação problema, uns desafios que aparecem no aplicativo, aluno e professor percebam que as verbas destinadas a políticas públicas mostram a função social de oferecer um serviço digno que possibilite uma vida sem privações, por exemplo. É entender a cidade como organismo vivo, ao mesmo tempo que entendemos o corpo humano de uma forma política. Tanto a cidade quanto o corpo exercem funções e não estão isolados”, exemplifica Andrade.

No jogo, o usuário é a autoridade da cidade, onde cada sistema representa uma fase do jogo. O desafio é solucionar os problemas levando em consideração as consequências. Dependendo das decisões tomadas, a OCAViva vai ficar doente ou saudável.

Equipe

A formação da equipe é multidisciplinar, com estudantes de 17 a 21 anos e diferentes áreas de formação. Pedro, que cursa o 9° período de Engenharia da Computação, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), foi o responsável pela programação e concepção técnica do app. Ana Caroline e Alan são egressos do Ceti e, atualmente, ela cursa Enfermagem e ele está no serviço militar. Ambos foram responsáveis pelo desenvolvimento do aplicativo. Gabrielly, que este ano cursa a 3ª série do ensino médio, ficou com o design do OCAViva, com desenhos autorais.

Pedro diz que o nome foi dado para regionalizar o produto. “Oca por causa da moradia indígena, vem para dar alusão à cidade, e viva se refere ao organismo humano. Assim, a ideia central era ter desafios sociais onde o usuário resolveria e a saúde do corpo seria um mediador. Os desafios da fase foram associados à etapa da comida no corpo, iniciando na boca até o intestino. No total, são seis desafios, que abordam problemas na saúde, educação, segurança, moradia, emprego e saneamento. Cada situação possui sempre duas opções/solução e o usuário é convocado para decidir. As soluções nem sempre serão certas ou erradas, há duas certas e, também, duas erradas (uma menos pior que a outra). Isso estimulará o aluno a ser pragmático, fazendo ele pensar em problemas reais da sociedade”, frisa.

Gabrielly confessa que ficou feliz com o projeto e comenta que a inspiração para o design veio de um desenho. “Particularmente, Sociologia e Biologia são matérias que eu aprecio muito. A parte que eu achei interessante do projeto foi conhecer as ODSs, tomei conhecimento sobre cada processo e possíveis soluções para problemas ambientais ou sociais. Vincular a Biologia com a Sociologia foi uma ideia genial que o professor Evanilson teve. Eu consegui ilustrar esse processo devido a um desenho, o qual eu assistia nesse tempo, que era sobre a humanização das células no corpo humano, elas trabalhavam para o mesmo funcionar devidamente”, conta.

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