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Curiosidades

Conheça as características clínicas do surto do novo coronavírus

Conheça as características clínicas do surto do novo coronavírus
Foto: Divulgação

Aproveitando as publicações técnicas e oficiais a partir do dia 28 de fevereiro de 2020, fizemos essa compilação no intuito de manter informado nossos leitores e pacientes. Vejamos.  As principais rotas ou formas de transmissão ou contágio do vírus COVID -19, são através de gotículas contaminadas, chamadas de perdigotos, emitidas através de espirros ou tosse, por pessoa infectada diretamente para pessoa próxima, desprotegida e não infectada, ou indiretamente através da manipulação ou toque de superfícies ou objetos contaminados por essas gotículas. A infecção através do consumo de carne animal ou ovos, mal preparados ou crus, também é possível. Após o contato com o vírus, em média, as manifestações clínicas surgem entre o 4° e o 6° dia, sendo o período de incubação está entre 1 a 14 dias. Existe um ligeiro predomínio na incidência de infecção no sexo masculino (51,1%). Quanto a idade, 85% dos casos registrados concentram-se dos 15 anos aos 65 anos. Clinicamente os sinais e sintomas mais frequentes são: a febre, temperatura corporal maior ou igual a 37,2°, presente em 87,9% dos casos. Em 56 % dos infectados a temperatura média ficou nos 37,3°; seguida da tosse seca, presente em 68% dos casos; a fadiga estava presente em 38 % dos infectados; expectoração ou muco nas vias aéreas superiores em 33,4%; respiração curta em 18,6%; dor muscular e articular em 14,8%, garganta dolorida em 13,9%; dor de cabeça em 13,6%; calafrio em 11,4%, náusea e vômitos em 5 % ; congestão nasal em 4,8% e diarreia em 3, 7%. Resumindo, são características comuns da infecção pelo COVID-19 a febre e os sintomas respiratórios. Em 80 % dos casos registrados predominou as formas leve e moderada da doença. As formas severas e crítica; pneumonia, síndromes respiratórias agudas graves, disfunção renal e a morte, responderam por 13,8% e 6,1%, respectivamente.  As doenças crônicas preexistentes mais comuns encontradas nos infectados foram: Hipertensão Arterial Sistêmica (15%); Diabetes (8%); Doença Coronariana (2,5%); Doenças Respiratórias (1%); Doenças Cerebrovasculares (1%) e Câncer (1%). Foram considerados indivíduos de alto risco para desenvolverem a forma severa e crítica os com mais de 60 anos; os hipertensos, os diabéticos, os coronariopatas, os doentes pulmonares e os portadores de câncer. Abaixo reforçamos e atualizamos as principais medidas de prevenção contra o COVID-19. 

Como usar máscara descartável para prevenir a infecção pelo Coronavírus, exceto profissionais de saúde?

Se você está cuidando ou teve contato com uma pessoa infectada ou está tossindo ou espirrando, use máscara. Mas saiba que a sua eficácia dependerá da higienização frequente das mãos com sabão e água ou se for o caso o uso do álcool gel a no mínimo a 60%. Antes de colocá-la, lave suas mãos ou aplique álcool gel. Ajuste de forma a corrigir os espaços entre sua pele e ela. Não a toque e se isso ocorrer lave suas mãos novamente. Quando ela estiver umedecida, retire-a iniciando por trás das orelhas e descarte-a no lixo. Troque-a sempre que já estiver úmida. Lembre-se, as máscaras não substituem as principais medidas de proteção, como manter distância das pessoas de pelo menos um (1) metro e higienizar frequentemente as mãos. Atualmente as máscaras N95 ou N99 são as mais apropriadas para proteção contra a infecção do Coronavírus.

Informações para os viajantes

Não viaje doente, principalmente com sintomas respiratórios. Informe-se qual é a situação da cidade destino quanto a epidemia de Coronavírus.  Caso seja possível e não seja uma viagem essencial, troque a data da sua viagem para um período mais seguro. As autoridades locais do mundo inteiro estão emitindo informações atualizadas sobre o nível de segurança para os destinos. Caso chegue ao seu destino e comece a apresentar os principais sintomas da infecção procure o sistema local de saúde. Devido à forma como o ar circula e é filtrado nos aviões, a maioria dos vírus e outros germes não se espalham facilmente nos aviões. Embora o risco de infecção em um avião seja baixo, os viajantes devem tentar evitar o contato com passageiros doentes e lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos ou usar um desinfetante para as mãos que contenha 60% a 95% de álcool. A principal medida de prevenção ainda é a higienização das mãos. 

Não se esqueça de compartilhar essas informações importante.

FONTE: 

THE NEW ENGLAND JOURNAL OF MEDICINE

CLINICAL CARACTERISTICS OF CORONAVIRUS DISEASE 2019 IN CHINA

28 DE FEVEREIRO DE 2020

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2002032

Report of the WHO-China Joint Mission on Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) 16-24 February 2020

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/who-china-joint-mission-on-covid-19-final-report.pdf

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/advice-for-public/when-and-how-to-use-masks

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