Seu Navegador não suporta scripts.
Carregando

Curiosidades

Conheça um pouco sobre depressão pós-parto e como reconhecer essa doença

Conheça um pouco sobre depressão pós-parto e como reconhecer essa doença
Foto: Reprodução

No dia Internacional da Mulher vamos tratar de um assunto muito delicado que é a depressão pós-parto.

Depressão pós-parto é uma condição médica que faz com que a nova mamãe tenha emoções e pensamentos negativos e intensos constantemente nos meses que se seguem ao nascimento do bebê. Alguns dos principais sinais e sintomas da DPP estão listados abaixo. A depressão pós-parto pode ocorrer após qualquer parto –não necessariamente só o do primeiro filho. Ela geralmente começa entre a primeira e a terceira semanas após o nascimento do bebê, mas para algumas mulheres, pode começar muitos meses depois, ou até um ano após o parto.

A depressão pós-parto é comum? É mais comum do que se imagina. Uma em cada sete mulheres que ganham bebês apresentam essa condição. Mais ou menos metade das mulheres que são posteriormente diagnosticadas com DPP podem começar a ter sintomas durante a gravidez. Portanto, se você sente que tem sintomas de DPP ou recebeu um diagnóstico recentemente, saiba que não está sozinha e que, com o tempo, você voltará a se sentir bem novamente.

Quanto tempo dura a depressão pós-parto? Sua situação pessoal e o plano de tratamento de seu médico influenciarão quanto tempo levará para que você se cure. Para algumas mulheres, os sintomas podem atingir seu pico após algumas semanas e depois permanecer de forma mais moderada por cerca de 3 a 12 meses. Ter acesso a um tratamento no início poderá ajudá-la a controlar melhor os sintomas e chegar a uma resolução mais rapidamente.

Depressão pós-parto não deve ser confundida com "baby blues”. Essa expressão em inglês se refere a sintomas menos severos, como tristeza ou choro, ansiedade ou dificuldade para dormir. Esses sintomas mais moderados geralmente surgem alguns dias após o parto e geralmente somem depois de algumas semanas. Mesmo que os “baby blues” a façam se sentir desanimada, fique tranquila, pois esses sentimentos logo passarão. A DPP também não deve ser confundida com uma condição rara chamada de psicose pós-parto, cujos sintomas são mais severos, como alucinações.

Sinais e sintomas da depressão pós-parto

O primeiro passo é reconhecer se você está com DPP. Os sinais de depressão pós-parto compreendem:

Sentir-se deprimida

Alterações de humor severas

Choro excessivo

Dificuldade de criar laços com seu bebê

Afastar-se de pessoas queridas

Perda de apetite

Comer muito mais do que o normal

Não conseguir dormir (insônia)

Dormir demais

Fadiga e perda de energia extremas

Menor interesse e prazer em atividades que costumava apreciar

Irritabilidade raiva intensas

Medo de não ser uma boa mãe

Sentimentos de inutilidade, vergonha, culpa ou inadequação

Diminuição da concentração

Sentir que não dá conta das tarefas diárias

Ansiedade severa e ataques de pânico

Pensamentos que envolvam vontade de se ferir ou ferir o bebê

Pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio.

Somente depois de falar com seu médico você poderá responder se está ou não com depressão pós-parto. No entanto, talvez você queira investigar (e depois informar seu médico) se está sentindo algum dos sintomas listados acima e se:

Qualquer um dos sintomas esteja durando mais de duas semanas

Os sintomas estiverem piorando e não melhorando

Você estiver achando difícil cuidar de seu bebê

Você estiver achando desafiador concluir tarefas do dia-a-dia.

Causas e fatores de risco

Não se sabe exatamente que causa a depressão pós-parto, mas ela é provavelmente desencadeada por uma combinação de fatores físicos e emocionais, que podem compreender:

Mudanças hormonais. Uma queda acentuada dos gravidez, como o estrogênio e a progesterona, após o nascimento do bebê, pode contribuir com as alterações de humor. Além disso, o nível de outros hormônios produzidos por sua glândula tireoide também pode diminuir, fazendo com que você se sinta cansada, desanimada e deprimida.

Privação do sono. Não só se recuperar do parto, mas também cuidar do recém-nascido são fatores que dificultam o descanso tão necessário da nova mamãe. Esse déficit do sono pode se acumular e levar ao desconforto físico e à exaustão, que podem desencadear sintomas de depressão pós-parto.

Problemas emocionais. Esse é um período de grandes mudanças na vida de uma mulher. Se sentir sufocada e ansiosa, menos atraente, ter dificuldades para se lembrar de sua identidade antes de ser mãe e sentir que perdeu o controle sobre sua vida também podem ser fatores influenciadores.

Os fatores de risco da depressão pós-parto podem ser os seguintes:

1. ter um histórico de depressão, seja durante a gravidez ou em outro momento

2. ter tido depressão pós-parto após gravidez anterior

3. ter um membro em sua família que teve depressão ou outros problemas psicológicos

4. ter vivenciado algo extremamente estressante no ano anterior (mesmo que não seja algo relacionado à gravidez)

5. ter um bebê com problemas de saúde ou outras necessidades especiais

6. ter tido dificuldade na amamentação

7. ter problemas no relacionamento com seu parceiro

8. não ter muitas pessoas a quem pedir apoio

9. preocupações financeiras

10. ter bipolaridade.

Se você teve depressão pós-parto anteriormente, informe seu médico assim que ficar grávida. Ele poderá, então, tomar as seguintes medidas:

1. Monitorá-la de perto para verificar se há sinais ou sintomas de depressão

2. Dar-lhe um questionário que mede os níveis de depressão e ansiedade durante sua gravidez e após o parto

3. Sugerir que você frequente grupos de apoio, terapia, ou outros, para ajudá-la a lidar com qualquer sintoma de depressão.

4. Recomendar antidepressivos, mesmo durante a gravidez

5. Recomendar psicoterapia imediatamente após o parto.

Como lidar com a depressão pós-parto

Saiba que existem medidas de apoio à depressão pós-parto disponíveis. Seu médico conversará com você sobre as opções de tratamento da depressão pós-parto, como psicoterapia (também conhecida como terapia da fala ou aconselhamento psicológico) e/ou medicamentos, como antidepressivos.

Embora a DPP não seja algo que, no geral, resolva-se sozinha, essas ideias poderão ajudá-la a estabelecer uma base sólida para seu tratamento médico e poderão acelerar a recuperação:

Mantenha um estilo de vida saudável. Agregue exercícios leves à sua rotina diária. Por exemplo, dê uma caminhada com seu bebê. Tente descansar o suficiente e coma alimentos saudáveis.

Tenha expectativas realistas. Você está se ajustando ao novo bebê, então não se pressione para que tudo esteja perfeito.

Tenha tempo para si. Peça para alguém para cuidar de seu bebê e tire uma folga. Saia de casa e faça algo relaxante que você goste de fazer.

Conecte-se com os outros. Sentir-se isolada pode ser um problema para novas mamães. Fale com pessoas queridas sobre seus sentimentos e fale com outras mães sobre suas experiências.

Compartilhe o peso que está sentindo. Sua família e amigos geralmente querem ajudar. Às vezes, basta pedir! Esse tempo lhe dará a chance de respirar, algo que você precisa fazer.

Continue com o tratamento. Siga os conselhos de seu médico, mas não pare o tratamento só por que “se sente melhor”, pois isso pode levar a uma recaída.

Fonte: https://www.pampers.com.br/recem-nascido/dicas/artigo/quais-os-sinais-de-depressao-pos-parto-08-03-2020

Notícias Relacionadas