As aulas da rede municipal de ensino de Manaus foram suspensas nesta quarta-feira (14/10), marcando o terceiro dia letivo consecutivo sem atividades nas escolas públicas da capital. A medida se soma às interrupções registradas na sexta-feira (09/10) e na terça-feira (13/10), gerando prejuízos ao calendário escolar e preocupação entre pais e responsáveis.
Além da rede municipal, a comunidade acadêmica da UEA também foi afetada. Por meio de nota, a instituição informou que todas as unidades da capital terão as atividades presenciais suspensas hoje, orientando docentes e discentes a realizarem as atividades de forma virtual, conforme a disponibilidade e a estrutura de cada curso.
A decisão de cancelar as aulas foi oficializada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), que, em comunicado à imprensa, justificou a medida com base em critérios de segurança e saúde coletiva. Os detalhes sobre os fatores que motivaram as sucessivas suspensões, que abrangem três dias letivos em um intervalo de poucos dias, ainda estão sendo detalhados pela pasta.
Nota da Prefeitura de Manaus
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), informa que, diante da manutenção dos índices críticos de qualidade do ar na capital amazonense e seguindo as orientações dos órgãos competentes, as atividades escolares da rede municipal de ensino permanecerão suspensas nesta quarta-feira, 14/10.
A fumaça que atinge a capital nas últimas semanas é proveniente de queimadas em municípios do interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e metropolitana, além de outros estados. De acordo com a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), na manhã desta quarta-feira, a média da qualidade do ar em Manaus é de 123,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como “péssimo”.
A suspensão tem caráter preventivo e visa preservar a saúde, a segurança e o bem-estar dos estudantes, profissionais da educação e de toda a comunidade escolar, reduzindo a exposição à fumaça.
A Prefeitura de Manaus reforça que mantém o monitoramento contínuo das condições atmosféricas e segue orientando os profissionais da rede municipal de ensino sobre as medidas preventivas necessárias para minimizar os riscos à saúde da população.

Monitoramento classifica o ar como péssimo
Segundo a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), o monitoramento realizado na manhã desta quarta-feira registrou concentração média de 123,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³), patamar classificado pelo órgão como “péssimo”.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) mostram que diferentes áreas de Manaus continuam apresentando qualidade do ar considerada péssima, classificação aplicada a concentrações a partir de 125 µg/m³.
No mapa de monitoramento, um dos maiores índices aparece na região da Compensa, Zona Oeste, com 163,6 µg/m³. Outros pontos registraram 159,3 µg/m³, 141,6 µg/m³, 133,6 µg/m³ e 128,7 µg/m³, todos acima do limite da faixa considerada péssima.
Famílias cobram clareza sobre reposição de aulas
Pais e responsáveis consultados pela reportagem manifestaram apreensão com a frequência das interrupções. Muitos questionam como será feita a reposição dos conteúdos e se o ano letivo será estendido.
“Já são três dias seguidos sem aulas. Precisamos saber como vão repor tudo isso”, disse uma mãe de aluna da rede municipal, que pediu para não ser identificada. “A preocupação maior é com o aprendizado das crianças.”







