Françoá Costa integra a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, grupo que ordenou quatro bispos sem autorização do papa Leão XIV
O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa foi declarado em situação de cisma e excomunhão pela Arquidiocese de Brasília, por integrar a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo que rompeu com a Igreja Católica após ordenar quatro bispos sem autorização do papa Leão XIV, no início de julho.
A situação de Françoá foi detalhada em nota pastoral assinada pelo cardeal Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano de Brasília. Segundo o documento, o sacerdote aderiu oficialmente à FSSPX em 5 de abril de 2025 e, com a declaração de cisma envolvendo a fraternidade, passou a ser considerado excomungado, assim como os demais ministros vinculados ao grupo.
De acordo com a nota, publicada na sexta-feira (10/07), Françoá está vinculado à Capela Santo Atanásio, em Ceilândia, no Distrito Federal, onde exerce atividades pastorais.
O padre disse em um vídeo publicado no último sábado (11/07) nas redes sociais da capela, que não aceita a excomunhão do Vaticano e vai continuar a celebrar as missas.
Françoá argumentou também que essas ações não constituem um cisma formal ou uma excomunhão válida, citando o direito canônico referente aos estados de necessidade para justificar a preservação do sacerdócio tradicional.
“Essas acusações de cisma são inválidas, são nulas, continuaremos todos os dias a rezar a Santa Missa e a mencionar o nome do Santo Padre no cân da missa”, disse Françoá.
Quatro bispos ordenados sem autorização do Vaticano
A manifestação da Arquidiocese de Brasília ocorreu após a FSSPX ordenar quatro bispos, em 1º de julho, na cidade de Écône, na Suíça, sem mandato apostólico e em desacordo com determinação do papa Leão XIV. No dia seguinte, o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou um decreto classificando o ato como cismático e declarando a excomunhão automática dos bispos envolvidos e dos quatro sacerdotes ordenados.
Na nota, a Arquidiocese afirma que os atos ministeriais praticados por Françoá Costa são considerados ilícitos. Também informa que as absolvições concedidas no sacramento da Penitência e os matrimônios celebrados pelo sacerdote não têm validade para a Igreja Católica.
“Os atos ministeriais do sacerdote consideram-se, a partir da excomunhão, ilícitos”, registra o documento.
A Arquidiocese orienta ainda que os fiéis não participem das celebrações, atividades pastorais e ações de formação promovidas na Capela Santo Atanásio. Segundo a nota, essas atividades são consideradas irregulares por não estarem em comunhão com o papa nem com o arcebispo metropolitano de Brasília.
O documento também alerta que leigos que aderirem formalmente à FSSPX, compartilharem as razões da ruptura, rejeitarem, na prática, a autoridade do papa e dos bispos ou passarem a frequentar regular ou exclusivamente as atividades da fraternidade poderão igualmente ser considerados cismáticos e excomungados.







