A Polícia Civil cumpriu na manhã desta sexta-feira (06/11), um mandado de busca e apreensão em uma residência ligada à empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), localizada na rua Acre, no bairro Vieiralves, zona Centro-sul de Manaus.
De acordo com informações repassadas pela equipe, Maria do Carmo não estava no local e os agentes apreenderam celulares, computadores, documentos e materiais que possam interessar às investigações.
A operação ocorre no âmbito de uma investigação sobre a divulgação e possível manipulação de imagens envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD), durante a campanha eleitoral de 2026.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e apura possíveis crimes previstos nos artigos 241-A e 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à divulgação e à manipulação de imagens envolvendo menores de idade.
A decisão que permitiu a entrada dos policiais na residência foi assinada pelo desembargador Paulo Feitoza, que considerou necessária a preservação de provas digitais, diante da possibilidade de arquivos eletrônicos serem apagados ou modificados.
NOTA – Defesa de Maria do Carmo denuncia perseguição e aponta abuso de autoridade em operação policial
A assessoria jurídica da Professora Maria do Carmo (PL) manifesta indignação com a operação de busca e apreensão realizada nesta sexta-feira, 6/10, na residência da ex-candidata ao Governo do Amazonas. Apesar de ser esperada, a defesa denuncia a condução dos procedimentos, que evidenciam uma escalada de perseguição política e levanta graves questionamentos sobre abuso de autoridade.
Os advogados apontam que garantias legais e prerrogativas da advocacia não foram devidamente respeitadas durante a diligência. A defesa considera inaceitável que direitos fundamentais sejam colocados em segundo plano e afirma que não aceitará qualquer tentativa de constrangimento ou intimidação por meio de procedimentos que desrespeitem a legislação.
Desde o resultado das eleições, a ex-candidata foi alvo de acusações e tem tido sua imagem exposta de forma deliberada por conta de uma denúncia envolvendo a filha do governador eleito Omar Aziz (PSD), fato que já foi publicamente negado. Chama atenção que um processo que corre em segredo de justiça, a todo momento tem notícias veiculadas pela imprensa local com vazamento de informações.
No todo decorrer da investigação, a Professora Maria sempre se colocou à disposição para colaborar com a justiça e apontar os verdadeiros responsáveis por qualquer atitude que tenha ferido os direitos das partes envolvidas. O que não se pode aceitar é o uso politiqueiro da situação para ferir a honra da ex-candidata.
É fundamental destacar que o cumprimento de uma ordem judicial não concede às autoridades autorização para ultrapassar os limites da lei.
A Professora Maria do Carmo permanece tranquila, confiante em sua inocência e convicta de que a verdade prevalecerá. Em vídeo publicado na última quinta, 5, a ex-candidata já havia afirmado que aguardava a diligência e estava preparada para o que viesse.
“Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha”, afirmou.
Maria do Carmo tenta evitar a prisão com habeas corpus
Com medo de ser presa por divulgar um vídeo com falsas acusações envolvendo a filha menor de idade do governador eleito Omar Aziz (PSD), a defesa da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo (PL), entrou nesta quarta-feira (04/11), com um pedido de um habeas corpus preventivo.
Maria do Carmo tenta evitar uma possível prisão no âmbito das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), envolvendo a exposição da imagem da filha, de quando ainda era criança, sem desfoque do rosto, em uma propaganda eleitoral veiculada nas redes sociais que associava o senador à pedofilia.
Os advogados de Maria do Carmo ingressaram com o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), para evitar uma possível prisão da empresária. Do Carmo já havia conseguido um habeas corpus para evitar que a Polícia Civil cumprisse um mandado de busca e apreensão contra ela, em uma operação que também teve como alvo os marqueteiros Jefferson Coronel e George Wilde, que atuaram na campanha da dona da Fametro.
O desembargador Paulo Feitoza rejeitou o argumento de que a entrega voluntária do celular esvaziaria o pedido e uma nova ordem de busca e apreensão contra Maria do Carmo foi expedida pela juíza Silvânia Corrêa Ferreira.
Na quarta-feira (04/11), o delegado Marcelo Martins passou a atuar no inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas.
Martins, que permanece como titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), foi designado para reforçar a equipe responsável pelas investigações na Depca.







