Polícia de Roraima prende investigador e delegado no Amazonas, suspeitos de participarem de esquema de roubo de ouro

Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil de Roraima deflagraram nesta quarta-feira (26/08), uma operação que culminou na prisão de um investigador e um delegado da Polícia Civil do Amazonas.

A operação investiga a participação de agentes públicos no roubo de mais de 30 quilos de ouro e mais de R$ 800 mil reais em Boa Vista.

De acordo com informações preliminares, o influenciador digital Ivan Luiz Bastos Guimarães, conhecido como “Itz Ivan”, de 33 anos, foi preso após simular uma abordagem policial dentro da própria casa, para assim viabilizar o roubo do dinheiro e do ouro.

Ivan atuava na comercialização de ouro, agindo como intermediário das negociações. Para conseguir dar um golpe no esquema, o influenciador simulou uma operação que teria a participação de policiais civis que usaram uma viatura, armas, distintivos e vestimentas da Polícia Civil para dar aparência de legitimidade à falsa abordagem.

O investigador da Polícia Civil de Roraima, Marcelo Henrique Sobral, de 51 anos, foi preso e acusado de auxiliar na montagem da falsa operação, além de articular com outros policiais no esquema.

Durante uma ação de busca realizada na última sexta-feira (21/08), Marcelo teria quebrado o próprio celular enquanto os policiais cumpriam a ordem judicial. Por causa disso, acabou preso em flagrante sob suspeita de tentar prejudicar a investigação.

Os policiais presos no Amazonas não tiveram seus nomes divulgados, mas a Polícia Civil do Amazonas emitiu uma nota explicando a ação.

“A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informa que está acompanhando a operação deflagrada, nesta quarta-feira (26/08), pela Polícia Federal (PF), que teve como alvos um delegado e um investigador da instituição, e que está colaborando com as investigações. A PC-AM reforça que não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou desvio de conduta por parte de seus servidores. O caso também será encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública para a devida apuração da conduta dos servidores.”

A operação é conduzida pela Polícia Civil de Roraima, por meio da Corregedoria-Geral e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio do Ministério Público, através do Gaeco e do setor responsável pela fiscalização da atividade policial.

As autoridades seguem investigando o caso para descobrir a extensão do esquema, identificar a participação individual de cada suspeito e verificar se outros policiais ou integrantes do grupo estão envolvidos.

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