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Polícia

Polícia Civil continua apurando a morte de engenheiro

Polícia Civil continua apurando a morte de engenheiro
Foto: Divulgação

O engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos foi encontrado morto na tarde da última segunda-feira (30), em um terreno no Tarumã, zona Oeste da capital amazonense.

Flávio estava desaparecido desde a noite de domingo (29), após participar de uma festa na casa de Alejandro Valeiko Filho, filho da primeira-dama Elizabeth Valeiko e enteado do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), em um condomínio de luxo, que fica Ponta Negra, também na zona Oeste da cidade.

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A Polícia Civil investiga a hipótese de que Flávio tenha sido morto na própria casa onde ocorria a festa para ser abandonado em outro local e se houve participação dos seguranças da primeira-dama na remoção do corpo. A principal motivação para esta suspeita é que no local onde o corpo foi encontrado não havia vestígios de sangue, o que seria natural em mortes por arma branca.

Prefeito fala em dívida de droga

Em nota publicada em suas redes sociais nesta terça-feira, o prefeito Artur Virgílio Neto disse que o enteado luta há 10 anos contra dependência de drogas. Ele reafirma a versão registrada no boletim de ocorrências na polícia de que houve invasão no condomínio por homens encapuzados.

O prefeito afirmou que os suspeitos entraram na casa "cobrando dinheiro" de Flávio dos Santos.

"Um dos meninos se trancou no banheiro e Alejandro recebeu golpe de coronha que lhe abriu a cabeça. Levaram o que queriam: o rapaz Flavio, a quem 'cobravam' pagamento pelo trabalho maldito que leva pessoas à perdição. (...) Sequestraram e assassinaram Flavio, assim como sequestram e matam, todos os dias, aqueles que se tornam dependentes e não conseguem mais pagar aos seus algozes", reafirmou.

Na nota, Virgílio Neto ainda rechaçou eventual suspeita de homicídio contra o enteado.

"Sejamos claros. Alejandro é doente. Padece de um vício que não o abandona. Mas jamais foi ou será um assassino. Bem ao contrário, é vítima de gente que mata e sequestra sem remorso, movida por dinheiro imundo", concluiu.

A família de Flávio repudiou a insinuação do prefeito Arthur. O advogado considerou que o político tentou desviar o foco das investigações e que o engenheiro "nunca usou nenhum cigarro".

Para o irmão de Flávio, o prefeito quer 'passar a mão na cabeça do enteado', e passou a atacar a vítima tentando criar uma cortina de fumaça.

As investigações estão sendo tocadas por equipes do 19º Distrito Integrado de Polícia e da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

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