Polícia Civil e MP-AM deflagram operação para investigar organização criminosa em Itamarati

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Ao longo da manhã de quinta-feira (9), a Polícia Civil do Amazonas, por meio do Departamento de Polícia do Interior (DPI) e do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), em ação conjunta com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a 1ª fase da operação ‘Arabu’, no município de Itamarati (distante 985 quilômetros em linha reta da capital). A operação visa ao combate à lavagem de dinheiro, fraude a licitações e organização criminosa, além de suspeita de desvio de dinheiro público naquele município.

Participaram da operação o diretor do DPI, delegado Bruno Fraga; a delegada Marna de Miranda, diretora adjunta do DRCO; o delegado Demetrius Queiroz e as equipes de investigadores e escrivães de ambos os departamentos; além do promotor de Justiça do Gaeco, Flávio Mota.

Conforme o delegado Bruno Fraga, durante a ‘Aruba’, foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão, tendo como principal alvo a sede da Prefeitura de Itamarati, especificamente as secretarias de finança e administração. Na ocasião, os policiais detectaram divergências de informações e possíveis fraudes em processos licitatórios para a realização de festas no município.

“Tais processos giram em torno de uma quantia de mais R$ 400 mil, esses valores foram pagos para a realização de dois shows musicais, sendo um na festa de aniversário da cidade, em novembro de 2018, e outro na Festa de Soltura dos Quelônios, o que levou o MP-AM a abrir procedimento investigatório devido ao alto valor do cachê. Em um dos processos licitatórios investigados, a empresa vencedora do certame enviou proposta para a Comissão de Licitação, muito antes do edital ser publicado, tornando-se a vencedora do pregão”, detalhou o diretor do DPI.

A autoridade policial destacou que, ao longo da ação, vários documentos foram apreendidos, além de computadores, celulares e se forem comprovadas as suspeitas, os investigados podem ser enquadrados nos crimes de fraude a licitações, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de capitais e peculato.