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Política

Carlos e Fausto Souza são condenados por associação para o tráfico

Os irmãos Souza comandavam um programa de televisão onde mostravam o trabalho policial e se utilizaram dessa influência para traficar

Carlos e Fausto Souza são condenados por associação para o tráfico
Foto: Divulgação
O ex-deputado federal e ex-vice-prefeito de Manaus Carlos Souza e o irmão dele, o ex-vereador e ex-deputado estadual Fausto Souza, foram condenados pela Justiça do Amazonas, nesta terça-feira (7), a 15 anos de prisão e multas individuais no valor de R$ 55.411,16 por crime de associação para o tráfico de drogas. A sentença de mérito é assinada pela juíza de direito Rosália Guimarães Sarmento.

Além do ex-deputado e de Fausto, mais três policiais militares e um ex-policial militar também foram condenados no processo 0250255-75.2009.8.04.001, originado a partir de denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) oferecida à Justiça em 2009. Todos os condenados estão em liberdade e, de acordo com a sentença, devem aguardar assim até o trânsito em julgado do processo - ou seja, caso recorram, aguardarão a decisão em liberdade. As penas devem ser cumpridas inicialmente em regime fechado, conforme a decisão.

Mário Rubens Nunes da Silva (motorista da ex-esposa de Wallace Souza), João Sidney Vilaça de Brito (motorista do programa Canal Livre), João Bosco Sarraf de Resende e Vanessa de Souza Lima (produtora do programa Canal Livre) foram absolvidos.

Os irmãos Souza e os demais foram denunciados com base em investigação feita por uma força tarefa criada para investigar uma suposta organização criminosa que envolvia Fausto, Carlos e o falecido deputado Wallace Souza.

De acordo com que foi apurado, os mesmos usavam a influência de parlamentares para facilitar o tráfico de drogas e eliminar desafetos. As primeiras denúncias apareceram em outubro de 2008, com a prisão ex-policial militar Moacir Jorge da Costa, o “Moa”, que declarou trabalhar como segurança do ex-deputado Wallace.

O depoimento de Môa, em julho de 2009, deflagrou a investigação que resultou na prisão de mais de dez pessoas acusadas de envolvimento com o suposto grupo criminoso, a maioria formada por policiais e ex-policiais militares. Várias pessoas foram assassinadas durante as investigações. Moa foi morto durante o Massacre no Compaj, em janeiro de 2017, quando 56 detentos foram assassinados no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.

Esquema

Conforme a sentença de hoje, Wallace (já falecido), Carlos e Fausto, os “Irmãos Coragem” com apoio do Departamento de Inteligência (DI) da Polícia Militar do Amazonas, por meio do comandante coronel Arce, “eram os responsáveis por planejar e articular as operações para desmantelar o esquema de outros traficantes, mediante pagamento de valores pecuniários para ‘proteção’ das atividades de tráfico de drogas desenvolvidas por estes traficantes”.

Com informações do Portal A crítica

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