David Almeida fez aliança com Wilson Lima e Omar Aziz, mostra imagem na internet

Foto que circula nas redes sociais, neste sábado (21), desmente um dos principais “mantras” de campanha do candidato a prefeito David Almeida (Avante): o de que nunca fez aliança política. A foto, da campanha de Marcelo Ramos para a Prefeitura de Manaus, em 2016, mostra David Almeida no mesmo palanque e como parte do grupo político de apoio à candidatura junto com o senador Omar Aziz e a esposa Nejmi Aziz (PSD), além do atual governador Wilson Lima (PSC) e de Pauderney Avelino (Democratas).

David Almeida aparece com o senador Omar Aziz e a esposa Nejmi Aziz (PSD), além do atual governador Wilson Lima (PSC) e de Pauderney Avelino (Democratas).

0Omar e Nejmi são investigados na Operação Maus Caminhos, de corrupção na área da saúde. Ela foi inclusive presa. Wilson Lima é investigado pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República (PGR) por compra superfaturada de respiradores, durante o pico de pandemia de Covid-19, de uma empresa de comercialização de vinhos.

O próprio David Almeida responde por escândalos na área da saúde, em apenas quatro meses que respondeu interinamente pelo governo do estado, em 2017. O curto governo de David Almeida é denunciado por superfaturamento na contratação, por R$ 8,4 milhões, sem licitação, de 780 cirurgias junto ao Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), que administrava o Delphina Aziz.

Além disso, a CPI da Saúde, da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), revelou que valores pagos na gestão de David Almeida, por exames de colposcopia e conização, à empresa Norte Serviços Médicos Ltda, tem indícios de superfaturamento. Em quatro dias – 28 e 29 de julho e 10 e 11 de agosto, numa ação no município de Envira, o governo à época pagou R$ 868.000,00 para exames em 91 pacientes. Dois exames, que sairiam por R$ 1.300,00 em média, na rede privada, custaram R$ 8.680,00 ao governo.

Em depoimento à CPI, a ex-gerente de compras da Susam disse que o processo foi “montado”. Constam ainda, em documento ao qual a CPI teve acesso, pagamentos “fantasmas” realizados nos dias 21 de agosto e 12 de setembro de 2017, no governo David Almeida, para 9 pacientes, no valor de R$ 79.740,00.

David Almeida também é envolvido na Operação Bilhete Premiado. A Operação foi deflagrada pelo Ministério Público e a Polícia Civil, em 2017, com busca e apreensão nas casas de Nilson Cardoso, José Júlio César Correa e Leandro Carlos Xavier, diretores da Suhab, investigados por crimes de tráfico de influência, fraude e dispensa indevida de licitação. O caso envolve a contratação da empresa mineira Ezo Soluções Interativas por R$ 5 bilhões, sem licitação, por duas semanas de trabalho. Do montante, o advogado Júlio César Corrêa, amigo pessoal de David Almeida e um dos diretores da Suhab, foi autorizado a sacar R$ 200 milhões, a título de honorários, como “taxa de sucesso” pelo negócio.

A Ezo foi contratada para ajudar o estado a reaver verbas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), administrado pela Caixa Econômica e destinadas a habitação. A empresa disse ter encontrado na FCVS, por cálculos próprios, R$ 27 bilhões em favor do Amazonas, valor que o estado nunca recebeu. Com isso, teria direito a 20%, R$ 5 bilhões, autorizados para pagamento por David Almeida. O contrato foi anulado pela Justiça na administração que o sucedeu, de Amazonino Mendes.