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Política

Deputado afirma que caos na saúde do Amazonas continua

Deputado estadual Wilker Barreto diz que caos no setor da saúde do Amazonas continua, após mais de 120 dias do governo Wilson Lima

Deputado afirma que caos na saúde do Amazonas continua
Foto: Divulgação

Passados 120 dias de governo Wilson Lima (PSC), a saúde continua um caos, com hospitais sem medicamentos essenciais e os estoques de produtos precários. O cenário de transtorno à população foi constatado pelo deputado estadual Wilker Barreto (PHS), após realizar visitas nos últimos dois dias (02 e 03 de maio) em pronto-socorro e maternidades da capital.

A pior situação está instalada no Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu (Adrianópolis), onde o insumo “equipo macrogotas” (mangueira de borracha que conecta ao frasco do soro) tem estoque apenas até este sábado (4). Sem ele, o centro cirúrgico da unidade irá parar. Outra situação que preocupa são as poucas unidades de ácido peracético, utilizado especialmente para desinfecção do material cirúrgico após uso. O material tem previsão para chegada até o meio da próxima semana.

“Acabando o ácido (peracético) vai ficar inviável fazer qualquer procedimento no hospital. Ele é um produto que esteriliza todos os utensílios da unidade”, disse um servidor do Instituto que pediu para não ser identificado. No total, faltam 64 Produtos para a Saúde (PPS) e seis medicamentos na unidade.

HPS 28 de Agosto

No Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto (Adrianópolis) o que chama atenção é a insuficiência de pelo menos seis tipos de antibióticos, algo denunciado desde janeiro, como o Sulbactan, utilizado para combater infecções em pneumonias, otite, epiglotite, infecções do trato urinário e infecções intra-abdominais. A insuficiência de Filtro Barreira, cujo estoque é baixo – de apenas sete unidades – também é alarmante. Sem o produto de tratamento intensivo ou cirúrgico, o paciente pode desenvolver pneumonia.

Ainda no 28 de Agosto, Barreto identificou que a falta de insumos também aumentou. No dia 1º de abril, o estoque zero atingiu a cota de 39 medicamentos, e agora o número aumentou para 53. De PPS a quantidade de 49 subiu para 54, entre eles estão o cateter de acesso venoso, agulha descartável para anestesia, fio cirúrgico, algodão, agulha, gaze hidrófila, lençol hospitalar 70cmx50cm, entre outros.

“É preciso reconhecer o esforço da direção de todas as unidades para dar o amparo necessário à população. Por outro lado, as unidades sofrem com a falta de gerência da Central de Medicamentos (Cema), que não atende as demandas de remédios essenciais, alguns de janeiro. Todos os hospitais estão se respaldando e mostrando que os pedidos dos remédios e produtos estão sendo feitos, mas que a Cema não consegue abastecer as unidades. Isso é um absurdo. Vidas estão sendo colocados em risco. O Dona Lindu, corre o risco de ter as cirurgias paralisadas”, destacou Wilker.

Balbina Mestrinho

Na Maternidade Balbina Mestrinho (Centro) a carência fica por conta de mais unidades de UTI Neonatal. A estrutura conta somente com 10 leitos, mas o atendimento para recém-nascidos de alto risco, prematuros, ou que necessitam de cuidados especiais podem ser ampliados para mais oito leitos, segundo a direção do hospital. Para isso, é necessário investimento por parte do Governo para equipamentos e RH, uma vez que espaço a unidade dispõe. O investimento deve girar em torno de R$1 milhão.

“A capacidade da Balbina tem que aumentar. Para isso, o investimento é pequeno e o impacto gigantesco. Na unidade, eles têm espaço para ampliar a UTI para oito leitos e também tem um projeto para estender em até mais 10. Assim, eles atenderiam Capital e Interior.  Além disso, o hospital fez um pedido importante à Cema, que é a de se readequar aos medicamentos e PPS, pois sua listagem não condiz mais com a padronização dos ‘novos tempos’”, destacou Wilker.

Nesta terça-feira (7), o oposicionista vai protocolar na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o documento solicitando explicações do Secretário da Susam, Rodrigo Tobias, quanto à falta de insumos e remédios. “Vou solicitar uma reunião para que o secretário explique essa morosidade da Cema. Precisamos saber o real motivo da falta desses medicamentos. A população não pode mais esperar”, alertou.

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