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Política

Deputados pedem impeachment do governador e o vice do Amazonas

Deputados pedem impeachment do governador e o vice do Amazonas
Foto: Divulgação

Manaus / AM - Os deputados estaduais Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (PP), ingressaram nesta quarta-feira (18), com o pedido de impeachment do governador do Amazonas, Wilson Lima, e seu vice, Carlos Almeida Filho, pela prática de crimes de responsabilidade e improbidade administrativa.

A denúncia foi encaminhada à presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e tem como base do pedido, a grave crise da saúde pública no Estado e a omissão do Governo em propor soluções para as problemáticas como a falta de medicamentos e insumos nas unidades hospitalares, ausência de equipamentos para exames e atraso de quase seis meses de salários para os profissionais terceirizados da saúde.

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O deputado Wilker Barreto disse que o governador e o vice são, na opinião dele, omissos e preferem investir recursos no que é supérfluo e não nas necessidades das pessoas. “Quem acha que a saúde do Rio de Janeiro está ruim é porque não viu a do Amazonas”, afirmou.

O deputado Dermilson Chagas afirmou que o governo tira R$ 9 milhões do fundo de saúde para pagar precatórios. Chagas questionou ainda onde estaria o dinheiro do Estado já que o Portal da Transparência aponta uma arrecadação a mais de R$ 2 bilhões. ”Está terrível. Ninguém aguenta mais. A Procuradora Geral de Justiça (PGJ), Leda Mara Albuquerque, inclusive, já tem argumentos suficientes para pedir até a prisão do governador. Não está mais na hora de notificar, a justiça deve executar. Não dá mais para as pessoas suportarem a negligência do Estado”, disse Dermilson.

O documento será encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), da Aleam, que é presidida pelo deputado Delegado Péricles (PSL). É lá que será avaliada a admissibilidade do pedido de afastamento, mas isso só deverá ser feito em 2020, depois do recesso parlamentar dos deputados. Se for aprovado na CCJR, o documento segue para o Plenário, para votação dos deputados, onde o governador tem o apoio da maioria.

Governador culpa os técnicos da saúde

Na última terça-feira, (17), durante sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado Serafim Corrêa disse que é um equívoco do Governo do Estado a intenção de criminalizar os enfermeiros e técnicos que decidiram não trabalhar porque estão com seis meses de salários atrasados.

O caos da saúde pública no Amazonas chegou a repercutir em uma matéria veiculada no Jornal Nacional, da Rede Globo, nessa segunda-feira, (16). “O que aconteceu no último final de semana não merece aplausos, ao contrário, merece o repúdio, porque crianças estão, definitivamente, na fila da morte. A saúde está cada vez mais relegada a segundo plano. É preciso o mínimo de consciência do governo do estado na direção de que essa é uma responsabilidade dele”, afirmou Serafim.

O líder do PSB na Casa Legislativa ainda disse que se solidariza à categoria e destacou que nenhuma medida para solucionar o problema foi realizada. “O ano se passou e as coisas, ao invés de melhorarem, pioraram. As medidas que precisaram ser tomadas e que foram anunciadas não foram tomadas. Tudo isso é muito ruim. Quero manifestar a minha solidariedade aos enfermeiros, aos técnicos de enfermagem”, defendeu Serafim.

O parlamentar acredita que a Justiça Federal não aplicará qualquer penalidade contra os enfermeiros, mas sim, contra o devedor, ou seja, Governo do Estado. “Qualquer coisa que ele faça nessa direção soa muito mal. Podem, inclusive, reverter contra ele. No Rio de Janeiro, o atraso é de dois meses. Aqui, existem atrasos de seis meses. No Rio, o prefeito tem 72 % da rejeição do governo. Aqui não deve ser diferente. É um equívoco do governador achar  que ficar seis meses sem pagar salário ainda vai criminalizar, porque o cidadão não vai trabalhar. O trabalhador não tem dinheiro para comer, não tem dinheiro para o transporte, claro que não pode trabalhar. Quem será o juiz que vai dar qualquer penalidade contra os enfermeiros? É mais provável que o juiz dê a quem não paga. Isso contraria qualquer possibilidade de bom senso”, concluiu Serafim Corrêa.

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