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Política

Enquanto pacientes morrem em hospitais, ACrítica recebe milhões

Enquanto pacientes morrem em hospitais, ACrítica recebe milhões
Foto: Divulgação

Em pouco mais de duas semanas, o governador Wilson Lima (PSC) autorizou a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) dos despachos de inexigibilidade de licitação autorizando o patrocínio no valor de R$ 963,8 mil para o programa “Peladão a Bordo” e mais R$ 1,6 milhão para o campeonato de futebol amador “Peladão”, ambos produtos das empresas da Rede Calderaro de Comunicação, do empresário Dissica Tomaz Calderaro. 

O Governo do Amazonas também pagou mais R$ 320 mil para a TV A Crítica transmitir a banda de Carnaval Galo de Manaus. O curioso é que o Galo Manaus é uma banda particular, que cobrou ingressos variando de R$ 40 a R$ 60 para dar acesso à festa.

No patrocínio mais recente, assinado no último dia 3 de dezembro, o governo de Wilson Lima – por meio da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (AmazonasTur) – pagará para a Empresa de Radiodifusão da Amazônia LTDA o valor de R$ 963.808,01 mil para “divulgação do destino Amazonas no Programa A Bordo – O Reality” pelo período de quinze dias.

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Por dia, serão R$ 64,2 mil pagos à empresa que tem o empresário Dissica Tomaz Calderaro como sócio-administrador. Outra publicação da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), de 26 de novembro, mostra que a empresa Editora Cultural da Amazônia LTDA-ME, também de Dissica Tomaz Calderaro, receberá mais R$ 2.613.393,01 milhões para a execução do campeonato de Peladas da TV A Crítica, o Peladão.

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Condenados a morte

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) acusou o Governo do Estado de instituir a pena de morte por omissão e contribuir para a morte de 29 crianças cardiopatas só este ano. Isso justifica a abertura de um processo de impeachment por incapacidade gerencial e por levar a morte dezenas de cidadãos ao priorizar festas e propagandas em detrimento de salvar vidas nos hospitais. “A caneta do governador e do vice mata mais que a violência”, comparou o parlamentar.

A partir desta sexta-feira (13) Wilker Barreto e Dermilson Chagas voltam a inspecionar os hospitais com uma ordem judicial nas mãos. Eles estavam impedidos pela Susam de fiscalizar as unidades de saúde, mas agora conseguiram uma liminar que garante a entrada nos hospitais e maternidades. ”Vamos mostrar que o Governo mente quando diz na tv que esta tudo bem na saúde”, disse Dermilson. 

O Governador Wilson Lima (PSC) não falou a verdade quando anunciou que ia acabar com as contratações de empresas e cooperativas que fornecem trabalhadores terceirizados para o setor de saúde. No dia 9, a Susam assinou contrato com a Coopeam no valor de R$ 5,8 milhões para a cooperativa fornecer serviços terceirizados de enfermagem hospitalar. Dias antes, o Governo foi autorizado pela Aleam a contratar diretamente esses profissionais. A Coopeam não paga os profissionais de enfermagem há quatro meses.

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