O prefeito Matulinho Braz (UB), pretende gastar mais de R$ 1,5 milhão na compra de kits escolares com borrachas, apontador, lápis e outros itens, para segundo ele, atender as demandas do município de Caapiranga, no interior do Amazonas, em uma empresa de produtos alimentícios.
De acordo com o Diário Oficial dos Municípios (DOM), Matulinho contratou, novamente, a empresa J.R.N.S. COMÉRCIO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA, pelo valor total de R$ 1.522.247,90 (um milhão, quinhentos e vinte e dois mil, duzentos e quarenta e sete reais e noventa centavos).



A empresa J.R.N.S. COMÉRCIO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA, com sede no município de Manacapuru, tem como sua principal atividade econômica o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – supermercados.
Prefeito cassado
O Procurador Regional Eleitoral do Ministério Público Eleitoral (MPE), Edmilson da Costa Barreiros Júnior apresentou em dezembro de 2024, seu parecer sobre a cassação do prefeito Matulinho Braz (UB), seu vice-prefeito Jorge Sobrinho e multou o ex-prefeito Francisco Andrade Braz conhecido como “Tico Braz” (UB).
Edmilson da Costa Barreiros Júnior, negou o recurso eleitoral dos advogados de Matulinho, Tico e Sobrinho, que perderam seus mandatos e ficaram inelegíveis por oito anos, por conta de crimes eleitorais praticados durante as eleições municipais de 2024.
Após denúncias, o Ministério Público Eleitoral (MPE), pediu a cassação dos diplomas do prefeito Matulinho Xavier Braz (UB), e do vice-prefeito Jorge Martins Sobrinho (UB) por abuso de poder político e econômico, e o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), acatou esse pedido.
De acordo com a denúncia feita e posteriormente apresentada pelo MPE ao TRE-AM, o ex-prefeito de Caapiranga Francisco Andrade Braz, cometeu crime eleitoral ao utilizar a máquina administrativa em benefício da candidatura do sobrinho Matulinho Braz e seu vice, Jorge Sobrinho, nas eleições de 2024.
O TRE-AM acatou a solicitação do MPE e cassou os diplomas de Matulinho Braz e de seu vice Jorge Martins Sobrinho, além de declarar os dois políticos inelegíveis por oito anos, contando a partir do pleito de 2024.
Já o ex-prefeito Francisco Andrade Braz, mais conhecido como “Tico Braz”, foi condenado ao pagamento de uma multa no valor de 50 mil UFIRs, equivalente a R$ 50 mil reais.