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Política

Servidores protestam em frente a sede do Governo na Compensa

Servidores protestam em frente a sede do Governo na Compensa
Foto: Divulgação
Manaus / AM - Servidores públicos da educação, saúde e segurança pública realizam uma manifestação na manhã desta quarta-feira (24) em frente a sede do governo localizado na Avenida Brasil, bairro da Compensa na zona Oeste da capital amazonense.

O ato é uma continuação do protesto realizado no último sábado (20) na arena Amadeu Teixeira, onde os servidores realizaram uma assembleia geral onde decidiram deflagrar uma greve geral a partir desta quarta-feira.

De acordo com o presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, que também é o coordenador do Movimento Unificado dos Servidores Públicos (MUSP-AM), os servidores devem realizar uma parada de advertência por 24h nas áreas da saúde, segurança pública e educação.

“Foi deliberado no último sábado uma parada de advertência por 24h e caso não haja negociação por parte do governo, a deflagração, no próximo sábado (27), de uma greve geral por tempo indeterminado. Queremos ressaltar que estamos abertos ao diálogo mas, também estamos, se necessário for, preparados  para permanecer em greve o tempo que for necessário", ressaltou Gerson.

Durante o protesto, os servidores chegaram a fazer um "velório" do governador Wilson Lima com a queima de um caixão com a imagem do gestor estadual.

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Parte das Delegacias de Polícia na capital, aderiram a greve durante as zero horas desta quarta-feira, onde permeneceram fechadas, sem atendidmento ao publico.

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Os servidores reivindicam a revogação de uma Lei de autoria do executivo estadual, apelidada de pacote de maldades, que congela os reajustes a servidores públicos até 2021.

Lei do congelamento

Os deputados votaram no último dia 12 de julho na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a proposta do governador Wilson Lima de congelar os salários dos servidores estaduais, por dois anos a partir de setembro.

Na ocasião, professores, servidores da área de saúde e policiais ocuparam as galerias do plenário para pressionar os parlamentares para que não aprovassem a matéria, mas não adiantou. Apenas sete parlamentares votaram contra a proposta do governador, sendo eles Dermilson Chagas (Progressista), Serafim Corrêa (PSB), Wilker Barreto (PHS), Cabo Maciel (PL), Josué Neto (PSD), Delegado Pericles (PSL) e Augusto Ferraz (DEM).

A deputada Joana Darc (PL) líder do governo, defendeu a proposta do governador, dizendo que a medida de austeridade era necessária porque o Estado estava passando por dificuldades financeiras. Durante seu pronunciamento ela foi vaiada pelos manifestantes e alguns professores chegaram a latir em protesto à fala da parlamentar, ironizando o fato de ele ser protetora dos animais.

O deputado Cabo Maciel que faz parte do mesmo partido que Joana, discursou contra a medida do governo e disse que, a partir desta sessão, estava colocando à disposição o cargo de vice-líder do governo.

O congelamento passa a valer em setembro deste ano, mas categorias como a dos policiais e dos médicos prometeram greve geral nos próximos dias.

Segundo interlocutores do governador, o projeto que congela o salário dos servidores tem como base, a recomendação do Tribunal de Conta do Estado (TCE-AM).

O Governo do Amazonas enviou para a ALE projeto de lei complementar que prevê a suspensão até o segundo quadritrimestre de 2021, "reajustes ou aumentos remuneratórios de caráter continuado como: aumentos ou adequação de remuneração, revisões gerais, datas-bases, promoções e progressões funcionais de todos os servidores públicos civis e militares, ativos ou inativos".

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