Vida de luxo de David Almeida e superfaturamentos repercutem nas redes sociais

Os comentários cobram de David Almeida explicações sobre ligação entre superfaturamento e vida de rico. Veja vídeo de David Almeida falando sobre sua vida na Ponta Negra.

Desempregado desde que deixou a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), no início de 2019, o candidato do Avante a prefeito de Manaus, David Almeida, mantém uma vida de classe média alta, com apartamento em condomínio de luxo na Ponta Negra, e até hoje, ao longo da campanha eleitoral, não revelou a origem de sua renda, para manter despesas com condomínio, escritório e assessores.

A situação levou internautas a se manifestarem, fazendo ligações entre a situação econômica do candidato com o superfaturamento em contrato de cirurgias, no governo dele, denunciado pelo Ministério Público do Estado (MP-AM). Os comentários não acusam David Almeida, mas apenas insinuam que ele precisa explicar se há ligação de uma coisa com a outra.

Na única vem em que se manifestou sobre sua renda, antes da eleição, no site da jornalista Rosiene Carvalho, ele disse que vivia de “economias”. Mas não declarou à Justiça Eleitoral qualquer aplicação financeira, poupança ou conta bancária,nem posse de moeda.

Em setembro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) confirmou o superfaturamento de cirurgias na gestão do então governador interino David Almeida e aplicou multa de R$ 43,8 mil ao então secretário de Saúde, Vander Rodrigues Alves, “por ato praticado com grave infração à norma legal”. Os conselheiros julgaram procedente a representação do Ministério Público de Contas (MPC) com pedido de medida cautelar, para apuração da contratação RDL 295/2017, feita em caráter emergencial com o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), no valor de R$ 8.433.233,40, para a realização de 780 cirurgias eletivas diversas, com valor de R$ 10,8 mil por cirurgia.

Em julho, o MP-AM denunciou Edivaldo da Silva e Maria Belém Martins Cavalcante, ex-secretário adjunto do Interior e ex-secretária executiva de Saúde do Amazonas na gestão de David Almeida como governador. Segundo a denúncia, foi a constatado o desvio de, pelo menos, R$ 868 mil da Secretaria de Saúde, através de fraude em pagamento indenizatório feito à empresa Norte Comercial Distribuidora de Medicamentos em 2017.

O MP afirma que a fraude foi realizada através de solicitação e efetivação de pagamento indenizatório à Norte Comercial Distribuidora de Medicamentos pela suposta realização de 100 procedimentos de colposcopia e conização, durante mutirão de serviços de saúde promovido no período de 28/07 a 12/08 de 2017, nos municípios Envira, Ipixuna e Guajará.

Na denúncia, o MP quer a condenação dos denunciados ao ressarcimento do dano material estimado em pelo menos R$ 789,9 mil. Esse valor corresponde à diferença entre o preço cobrado pela empresa Norte Comercial Distribuidora de Medicamentos e o valor efetivamente cobrado pela pessoa jurídica João Carlos dos Santos e Cia. Ltda., subcontratada para o serviço.