Rodoviários encerram a greve mas sindicalista diz que se não pagar os salários em agosto, voltam a paralisar a cidade

Os trabalhadores do sistema rodoviário de Manaus retornaram as suas atividades nesta quarta-feira (22/07), após uma greve da categoria, para reivindicar os salários atrasados, que afetou mais de 600 mil usuários do transporte coletivo da cidade.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, afirmou que se os salários dos trabalhadores, não forem pagos até o dia 6 de agosto conforme promessa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), uma nova greve geral será deflagrada pelos trabalhadores.

“Já estou avisando antecipadamente para a população de Manaus que, se atrasar de novo o pagamento da minha categoria, no dia 6 de agosto, haverá outra greve, que pode ser maior do que esta. O Governo do Estado precisa cumprir a responsabilidade de repassar os recursos do Passe Livre Estudantil. Se o pagamento não ocorrer, as empresas não conseguem pagar os trabalhadores. É um absurdo precisar fazer greve para receber um salário que foi conquistado com um mês inteiro de trabalho. O sindicato busca a Justiça, tenta negociar e conversar, mas ninguém resolve. Se houver novo atraso, poderemos fazer uma paralisação ainda maior”, disse o sindicalista.

Com a suspensão da greve, todos os ônibus voltaram a circular normalmente em Manaus. O sindicato, no entanto, reforçou que acompanhará o cumprimento dos próximos pagamentos e poderá retomar a paralisação caso os compromissos financeiros com a categoria não sejam honrados.

O Sinetram já se posicionou a respeito dessa divergência e disse que é preciso fazer uma avaliação de todos os custos logísticos para que o sistema do transporte público se sustente. Por enquanto, o Estado já disse que vai pagar apenas o que já foi definito pela liminar da Justiça.

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