A Prefeitura de Eirunepé será investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), por suspeita de utilização indevida de recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS), último mês da gestão do então prefeito Raylan Barroso (UB).
De acordo com a denúncia, recusros federais que deveriam ser destinados para o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), mas foi utilizado de forma indevida pela gestão Raylan Barroso em dezembro de 2024.
O documento não especifica onde o dinheiro do Fundo Nacional de Saúde foi gasto, mas a Procuradoria da República no Amazonas vai investigar a destinação dos recursos.
O procurador da República em substituição José Ricardo Custodio de Melo Júnior foi quem assinou o documento.

Investigação TRE-AM
O ex-prefeito de Eirunepé e pré-candidato a deputado estadual Raylan Barroso de Alencar (UB), será investigado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), por suposta fraude em declaração de bens oferecida a Justiça Eleitoral.
De acordo denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e acatada pela juíza Julia Caimi Pasche da 011ª Zona Eleitoral de Eirunepé, Raylan omitiu informações patrimoniais relevantes em sua declaração de bens.
“Na condição de candidato e empresário experiente, com pleno domínio sobre seus bens e sobre a empresa Baltimore, da qual é sócio único e representante, Raylan teria apresentado declaração de bens omissa, evidenciando o dolo específico, consistente em omitir, para fins eleitorais, bens que deveriam ser obrigatoriamente declarados, alterando a verdade sobre o estado de seu patrimônio perante a Justiça Eleitoral”, diz o MPE.
O TRE-AM vai apurar a denúncia como falsidade ideológica eleitoral e o ex-prefeito deve apresentar documentos detalhados sobre seus bens.


Promoção pessoal e tentativa de censura
O Ministério Público Eleitoral também identificou práticas de promoção pessoal com dinheiro público. Em eventos da prefeitura, como o Dia das Mães, Raylan estampava seu nome em faixas, outdoors e materiais gráficos distribuídos à população — o que caracterizaria abuso de poder político.
Após deixar o cargo, em 2025, a gestão municipal chegou a enviar ofício tentando impedir que o ex-prefeito falasse ao vivo em uma rádio comunitária, o que foi interpretado como tentativa de censura política, sendo alvo de denúncia ao MP.
A gestão de Raylan Barroso deixou um legado de desconfiança, rombos milionários e estragos visíveis nas ruas de Eirunepé. De creches inacabadas a obras de asfaltamento fantasmas, passando por crimes ambientais e promoção pessoal com recursos da prefeitura, o ex-prefeito se tornou símbolo do que especialistas classificam como “máquina pública aparelhada para fins pessoais”.
Com as condenações administrativas e o acúmulo de investigações, Raylan pode ser enquadrado pela Lei da Ficha Limpa, ficando inelegível por até 8 anos. Enquanto a Justiça avança nas apurações, a população aguarda por respostas e pela responsabilização definitiva dos que se beneficiaram do abandono da cidade.







