Um dia para se fazer justiça em Iranduba

No dia 11 de Março às 12h  poderá ser um dia decisivo para política partidária em Iranduba. Nesta data, haverá o julgamento dos vereadores Raimundo Carneiro, Bruno Lima ambos do Republicanos e de Reginaldo Santos (Avante). Os três políticos foram cassados, ou enquadrados na não observância das regras da cota de gênero em seus respectivos partidos. Essas condenações têm sido muito comuns em nosso Estado, essa tentativa de burlar a legislação Eleitoral deixa os demais candidatos em situação de desvantagem.

Amanhã, as desembargadoras do TRE-AM, terão a oportunidade de restabelecer a verdade das urnas. Entretanto, práticas não republicanas têm sido muito corriqueiras, tanto na capital Manaus, como no interior do Estado, o caso mais recente foi em Manaquiri, onde a corte manteve por maioria, a decisão do Juízo da 23ª  Zona Eleitoral daquele município, reconhecendo a ocorrência de fraude à cota de gênero em candidaturas ao cargo de vereador no município. Em Iranduba deverá seguir a mesma linha de pensamento, no qual constatou o não cumprimento de 30% da cota para mulheres na composição dos partidos, essa fraude, causa uma desigualdade tremenda e demonstra a força negativa do abuso do poder econômico, bem como demonstra e segregação das mulheres em relação ao meio político.

Se mantida a condenação do Juízo Eleitoral em Iranduba, por este Tribunal, em decorrência da fraude reconhecida, serão mantidas as determinações de recálculo dos votos do sistema proporcional. Mas nem tudo é só perda, nesse cenário o ex-vereador e suplente Eudes Fernandes Gayo do (PP) poderá ainda no final do mês de março, reassumir sua cadeira na Câmara Municipal de Iranduba. Muitos apoiadores dizem, “já que a população por quem o ex-vereador tanto defendeu e jurou lutar, não o reconduziu a sua reeleição pelo voto. Coube ao sistema proporcional eleitoral fazer justiça por Ele e por todos.

Todavia, ventos correm no município que o processo será arquivado, e o vereador Reginaldo fala para os seus correligionários que voltará com suas atividades nas comunidades pois o processo será arquivado. Mas como assim, a audiência será amanhã, a Mãe Dináh faleceu em 2014 pelo que me consta, ou será que informações sobre sentenças estão sendo disponibilizas ou decididas entre quatro paredes não oficiais. É preocupante, a sociedade espera que as leis sejam cumpridas, e sintam segurança no Poder Judiciário.

Fiquemos atentos, pois o tabuleiro político irá mover suas peças, mas tudo dependerá que se mantenha uma coerência nas decisões com base nas fartas violações deste precedente já amplamente combatido pelo pleno do TRE/AM.

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