O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) cobrou, nesta terça-feira (1º/9), a regularização dos salários dos vigilantes da empresa Locati Segurança Patrimonial, que atuam em unidades de saúde do Amazonas. A cobrança ocorreu durante uma manifestação da categoria na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus.
Segundo os trabalhadores, os salários de junho, julho e agosto de 2026 ainda não foram pagos. A categoria também relata pendências referentes ao 13º salário e valores de 2023, 2024 e 2025.
“O que eu mais presenciei ao longo deste mandato foram trabalhadores vindo até esta Casa reivindicar aquilo que é mais sagrado: o salário. E, nesse caso específico, é ainda mais gritante, porque ele não é indenizatório, ele é contratual. Se é contrato, não pode fugir ao orçamento e ao planejamento, porque o poder público licitou, o poder público contratou”, destacou Wilker Barreto.
Na tribuna da Aleam, o parlamentar afirmou que os problemas enfrentados pela categoria se repetem há anos e questionou os gastos do Estado com a saúde.
“Essa situação dos vigilantes da saúde já se arrasta há quase três anos e não se resolve. Esses trabalhadores comprovam aquilo que eu venho falando há um bom tempo: o descontrole das contas públicas. O mais trágico é ver a Secretaria de Saúde gastando mais de R$ 5 bilhões. Como pode, com todo esse dinheiro, tudo na saúde estar em atraso? Para onde foi o dinheiro?”, questionou.
Sindicato relata situação de quase 300 trabalhadores
O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Manaus, José Ribamar de Souza, afirmou que quase 300 profissionais enfrentam problemas relacionados aos repasses e que a falta dos salários também afeta benefícios básicos.
“São quase 300 trabalhadores nessa situação. Se não tem pagamento, não tem vale-transporte, não tem ticket de alimentação. Eles estão em total abandono”, afirmou.
De acordo com José Ribamar, a empresa responsável pelos vigilantes alega que possui valores a receber da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e condiciona a regularização dos salários ao recebimento desses recursos.
“A Secretaria pode resolver essa situação. Segundo a empresa, existem pagamentos em atraso. Então, por que não pagar para resolver a situação do trabalhador? Eles estão pagando um mês e deixando três para trás. Foi assim no ano passado e está sendo assim neste ano”, disse.
Cobrança à SES-AM
Os problemas envolvendo o pagamento de vigilantes terceirizados da saúde já motivaram outras manifestações da categoria nos últimos anos.
Diante das novas reclamações, Wilker Barreto anunciou que vai oficiar a SES-AM para cobrar informações sobre os repasses e a regularização dos pagamentos aos trabalhadores.







