Deputado pede apoio da bancada do Amazonas no Congresso para derrubada de veto e reaproveitamento de servidores desligados após a desestatização
O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) utilizou, na manhã desta quarta-feira (2), a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) para defender os trabalhadores concursados da Eletrobrás atingidos pelo processo de desestatização e pelas mudanças decorrentes da privatização da Amazonas Energia.
Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou a situação de servidores que, após anos de atuação e qualificação no setor elétrico, foram desligados e não tiveram a oportunidade de serem reaproveitados em outras áreas da administração pública.
“Quem fez concurso público dedicou uma vida, tem servidores de 10, 15, 20 anos, que foram literalmente jogados para fora do serviço público e não foram reaproveitados em outras áreas da máquina pública. E a família e a vida dessas pessoas?”, questionou.
Apelo à bancada do Amazonas
Para Wilker, os trabalhadores não podem ser penalizados pelas mudanças decorrentes do processo de privatização e defendeu que o Congresso Nacional avance na derrubada do veto que impede medidas de proteção e reaproveitamento desses servidores.
O deputado ressaltou que a situação atinge trabalhadores que dedicaram décadas ao serviço público e que enfrentam dificuldades para retornar ao mercado de trabalho. “Então eu tô fazendo manifesto à bancada do nosso Estado para que possa se sensibilizar e votar pela derrubada do veto que se encontra já no Congresso Nacional, porque eles não podem ser penalizados!”, reforçou.
Impacto sobre as famílias
Segundo o parlamentar, a desestatização provocou impactos que ultrapassam a situação individual dos trabalhadores, atingindo suas famílias que ficaram sem amparo após os desligamentos.
“Aí o governo privatiza o setor e joga 20 mil famílias sem nenhum amparo? Sendo muitos deles já com uma idade acima dos 40 anos, como é que eles vão se recolocar no mercado de trabalho? Então fica aqui a minha fala de apelo”, finalizou.







