A médica Marilene Maia Rios, foi afastada nesta terça-feira (27/10), pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Seas/AM), acusada de não atender a professora Helma Sampaio, que chegou com problemas de pressão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), José Rodrigues, no bairro do Novo Aleixo, zona Norte de Manaus.
A professora chegou na unidade hospitalar no último domingo (25/10), com problemas de pressão por conta da ansiedade, devido a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a médica Marilene Maia Rios teria se recusado a atendê-la por ela ter votado em Lula.
“Eu lhe disse que eu tinha votado no Lula, e a partir daí a médica começou a querer me humilhar, com muita arrogância e dizendo palavras ofensivas ao candidato que ganhou as eleições”, relatou.
A denúncia ocorreu nesta última segunda-feira (26/10), após Helma questionar a profissional pela continuidade da consulta. A médica respondeu à ela ironicamente dizendo que era apenas “faxineira”.
“A partir daí, eu disse que não queria mais ser consultada com ela, e ela começou a gritar, distorcendo os fatos, dizendo que eu a chamei de faxineira e que eu agredi com palavras, discutindo política, o que não é verdade”, afirmou.
A professora chegou a tirar uma foto da médica, que passou a ameaçar Helma, de quebrar o celular dela, piorou sua saúde.
Confira a nota da SES-AM
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informa que não foi formalmente notificada sobre o caso, mas ressalta que as relações entre pacientes e profissionais de saúde devem ser pautadas pelos princípios da ética, do respeito e da dignidade, sendo inadmissível qualquer conduta que viole esses princípios no ambiente de uma unidade de saúde.
A Secretaria informa que não compactua com esse tipo de conduta, considerada incompatível com os princípios éticos que devem nortear a atuação dos profissionais de saúde. A direção da unidade informou que a profissional citada será temporariamente afastada de suas funções até a conclusão da apuração e da avaliação de sua conduta.
A denúncia pode ser formalizada na Ouvidoria, presencialmente, na própria unidade de saúde ou na sede estadual, bem como por meio do canal oficial Fala.BR, disponível em: https://falabr.cgu.gov.br/v2/?uf=AM.
Para solicitações de acesso à informação, a população também pode utilizar a plataforma: https://informabr.cgu.gov.br/.







